O clima de tensão se instalou entre o funcionalismo público e a Prefeitura de São Sebastião. Em assembleia realizada na última terça-feira (17), os servidores da cidade decidiram cruzar os braços e aprovaram uma paralisação geral agendada para o dia 10 de abril. O estopim foi a ausência de um retorno oficial do Executivo em relação à pauta de reivindicações da campanha salarial de 2026.
O protesto já tem roteiro definido. A concentração dos trabalhadores começará logo nas primeiras horas da manhã, às 6h, em frente à garagem municipal, no bairro Varadouro. De lá, o grupo pretende seguir em marcha até a sede da prefeitura. Durante o ato, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião (Sindserv) realizará uma nova votação em praça pública para decidir os próximos rumos do movimento grevista.
Siga o canal “Nova Imprensa” no WhatsApp e fique por dentro das notícias do Litoral Norte: https://whatsapp.com/channel/0029Vb3aWJl29759dfBaD40Y
As queixas dos trabalhadores dizem respeito aos salários não terem sofrido reajuste em 2025, período em que as correções foram aplicadas apenas nos vales. Para este ano, a lista de exigências aprovada em fevereiro inclui um aumento salarial na casa dos 20%, a readequação da base de vencimentos para o patamar de dois salários mínimos federais, além da ampliação do vale-alimentação para todos os níveis e a mudança da data-base para o mês de janeiro.
A presidente do sindicato, Angélica Garcia, destacou a urgência das negociações, apontando o impacto do custo de vida no Litoral Norte no bolso dos trabalhadores. Ela enfatiza que a categoria não tem mais condições de esperar pelas correções e exige a garantia imediata de seus direitos. A entidade sindical ressalta, no entanto, que a greve ainda pode ser cancelada caso a gestão municipal apresente uma contraproposta viável antes da data limite e convoque uma assembleia de emergência.
A prefeitura responde aos servidores
A Prefeitura de São Sebastião se pronunciou sobre o impasse por meio de nota oficial. A gestão informou que o documento contendo as exigências sindicais foi recebido e já está passando por um pente-fino das equipes técnicas e econômicas.
O Executivo argumentou que qualquer concessão de benefícios ou reajustes exige uma avaliação rigorosa do impacto no orçamento da cidade, respeitando estritamente a Lei de Responsabilidade Fiscal para garantir o equilíbrio das contas. A administração municipal reiterou ainda seu compromisso com um diálogo transparente e responsável com os servidores.



