Na madrugada desta quinta-feira (8), uma operação do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) descobriu um depósito de armas com direito a fuzil e munições de guerra, dentro de uma pousada no bairro Cidade Jardim, em Caraguatatuba. A ação policial resultou na condução de sete pessoas à delegacia e na prisão em flagrante do proprietário do estabelecimento.
O serviço de inteligência da PM recebeu denúncias anônimas relatando uma movimentação atípica na Alameda Roque da Costa Barreto. Segundo os relatos, homens estariam circulando pela via pública ostentando armas de fogo, sem preocupação com a vizinhança. Além disso, havia a suspeita de que cofres no interior da pousada guardavam armamento pesado.
Equipes da polícia cercaram o local na transição entre a noite de quarta-feira (7) e o início da madrugada de quinta. Ao entrarem na propriedade, os policiais abordaram quatro homens e três mulheres.
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Fuzil e munição
Durante a varredura, a gravidade da denúncia se confirmou. Os policiais encontraram um verdadeiro paiol misturado aos itens de hospedagem. Entre o material apreendido, o que mais chamou a atenção das autoridades foi a presença de 46 munições de calibre .50.
Este tipo de munição é de uso restrito e militar, conhecido pelo seu poder de destruição, sendo capaz de perfurar veículos blindados, paredes de concreto e até derrubar aeronaves. É o mesmo calibre utilizado por quadrilhas especializadas em assaltos a carros-forte e bases de valores, na modalidade criminosa conhecida como ‘Novo Cangaço’.
Além da munição antiaérea, o arsenal incluía armas longas e curtas. Das longas, um fuzil Taurus T4 calibre .556 e uma carabina 9mm e espingardas.
Das armas curtas, foram apreendidas pistolas Glock, Jericho e Taurus, bem como revólveres de diversos calibres.
Algumas das armas, como um revólver Ruger .357 e uma garrucha, estavam com a numeração suprimida, o que caracteriza crime grave, uma vez que impede o rastreio da origem do armamento.
No total, mais de 1.500 munições de diversos calibres (incluindo 9mm, .556 e 7.62) foram contabilizadas.
Todo o material bélico e os sete detidos foram levados para a Delegacia Central de Caraguatatuba. Após as averiguações, a autoridade policial determinou a prisão do proprietário da pousada e as armar foram encaminhadas para perícia técnica.
Horas depois da prisão, o advogado do suspeito apresentou documentação indicando que o investigado é legalmente habilitado como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e ele foi solto. A polícia investiga o caso.

