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	<title>autismo tardio Archives - Nova Imprensa</title>
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	<description>As principais noticias do Litoral Norte de São Paulo &#124; Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba</description>
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	<title>autismo tardio Archives - Nova Imprensa</title>
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		<title>Diagnóstico tardio do autismo afeta a qualidade de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Veiga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 20:43:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico do autismo na vida adulta é bem difícil de se conseguir, porém, pode oferecer grandes benefícios e alívio ao autista, impactando positivamente na qualidade de vida. &#8220;Antes do &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico do autismo na vida adulta é bem difícil de se conseguir, porém, pode oferecer grandes benefícios e alívio ao autista, impactando positivamente na qualidade de vida.</p>
<p>&#8220;Antes do diagnóstico precisamos viver fingindo, disfarçando aquilo que chamam de esquisitices&#8221;, explica o youtuber Fábio Souza, diagnosticado com autismo leve aos 35 anos.</p>
<h3><strong>A vida antes e depois do diagnóstico</strong></h3>
<p><a href="https://www.youtube.com/seeufalarnaosaidireito">O youtuber, conhecido como Tio Faso</a>, desabafa: “antes de saber que eu sou autista, eu queria morrer diariamente, pois não entendia o que tinha de errado comigo. Não conseguia conviver com as amizades, meu trabalho não funcionava direito, perdia prazos e tudo mais”.</p>
<p>Saber-se autista, entretanto, foi reconfortante. “Quando finalmente descobri quem eu sou de verdade, tudo passou a fazer sentido. Parei de querer morrer e agora vivo em uma eterna caminhada para finalmente me conhecer por completo”, comemora.</p>
<figure id="attachment_41317" aria-describedby="caption-attachment-41317" style="width: 553px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-41317" src="https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2022/04/258316847_4979901668689091_6916571174752190526_n.jpg" alt="autismo autista" width="553" height="553" srcset="https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2022/04/258316847_4979901668689091_6916571174752190526_n.jpg 960w, https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2022/04/258316847_4979901668689091_6916571174752190526_n-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 553px) 100vw, 553px" /><figcaption id="caption-attachment-41317" class="wp-caption-text">Tio Faso tem um canal no youtube (Foto: Arquivo Pessoal),</figcaption></figure>
<h3><strong>Autista filho, autista pai</strong></h3>
<p>Os casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos cresceu muito nos últimos anos. Porém, não significa que estejam nascendo mais autistas que antes. Agora os adultos autistas estão se descobrindo através do diagnóstico recebido pelos filhos, já que o TEA é genético.</p>
<p>André Vasques, de 51 anos, é dono do canal<a href="https://www.facebook.com/papocomautista"> Papo de Autista</a> e presidente da <span class="d2edcug0 hpfvmrgz qv66sw1b c1et5uql lr9zc1uh jq4qci2q a3bd9o3v b1v8xokw m9osqain"><a class="oajrlxb2 g5ia77u1 qu0x051f esr5mh6w e9989ue4 r7d6kgcz rq0escxv nhd2j8a9 nc684nl6 p7hjln8o kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x jb3vyjys rz4wbd8a qt6c0cv9 a8nywdso i1ao9s8h esuyzwwr f1sip0of lzcic4wl gpro0wi8 oo9gr5id lrazzd5p" tabindex="0" role="link" href="https://www.facebook.com/apeau.uba/?__cft__[0]=AZUCbFsr6yz-Y04KDF0J-OX1Dx7k0aIPT1uC-H1-9DGMqVhIRIuK2t6n4VNAxRHEMtJ5f4V71P47iDDQc-t-qS_lL0dIcoQ1XuZgTn02ezRrTSoSare-1Ds4YO9vR3QTbU-3PRGF5GyLr7dba3VytG0N&amp;__tn__=kC%2CP-R"><span class="nc684nl6">Associação de Pais do Espectro Autista de Ubatuba  (APEAU).</span></a> Ele <span class="nc684nl6">confirma que se descobriu autista depois do diagnóstico do filho. </span></span></p>
<p><span class="d2edcug0 hpfvmrgz qv66sw1b c1et5uql lr9zc1uh jq4qci2q a3bd9o3v b1v8xokw m9osqain"><span class="nc684nl6"><a href="https://novaimprensa.com/2022/04/dia-mundial-da-conscientizacao-do-autismo.html">O palestrante conta</a> que e</span></span>m meio a crises e sem ter onde pedir ajuda, assim como Fábio, pensou em desistir de viver. &#8220;Quanto mais eu lutava, para ser igual as pessoas ditas normais, mais eu percebia que eu era diferente e não conseguia me encaixar no mundo&#8221;, relembra.</p>
<figure id="attachment_41316" aria-describedby="caption-attachment-41316" style="width: 480px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class=" wp-image-41316" src="https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2022/04/275610870_546871576807581_7667008666952308651_n.jpg" alt="autismo autista" width="480" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-41316" class="wp-caption-text">André e seu filho (Foto: Arquivo Pessoal)</figcaption></figure>
<p>Vasques cita ainda que era difícil ser autista na década de 1980, já que &#8220;era vergonha para muitos pais nos levar para qualquer convívio social. A falta de recursos e capacitação de muitos profissionais levaram muitos autistas a serem trancados em muitos manicômios pelo Brasil&#8221;, lamenta.</p>
<p>&#8220;Naquela época, as famílias não tinham informações nem eram acolhidas&#8221;, pontua.</p>
<h3><strong>Vida normal</strong></h3>
<p>Apesar das dificuldades em se encaixar nos padrões sociais, tanto Fábio quanto André encontraram em suas vidas pessoas que os apoiaram nos estudos e assim construíram suas carreiras e casaram-se.</p>
<p>Gisele Bárbara Dantas Vasques, de 45 anos, esposa de André, conta que o casal está junto há 20 anos e atua acolhendo famílias com autistas. &#8220;O André é um guerreiro, não conheço uma pessoa igual a ele. Conseguiu superar os seus limites e crises com muito amor&#8221;.</p>
<p>E completa: &#8220;tenho muito orgulho do homem que ele se tornou e só quem tem um autista vai entender do que estou falando, do quanto é difícil essa superação. O André é muito mais carinhoso e romântico do que eu&#8221;.</p>
<figure id="attachment_41315" aria-describedby="caption-attachment-41315" style="width: 896px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="size-full wp-image-41315" src="https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2022/04/WhatsApp-Image-2022-03-31-at-15.21.53.jpeg" alt="autismo autista" width="896" height="896" srcset="https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2022/04/WhatsApp-Image-2022-03-31-at-15.21.53.jpeg 896w, https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2022/04/WhatsApp-Image-2022-03-31-at-15.21.53-768x768.jpeg 768w" sizes="(max-width: 896px) 100vw, 896px" /><figcaption id="caption-attachment-41315" class="wp-caption-text">O casal André e Gisele está junto desde antes do diagnóstico (Foto: Arquivo Pessoal)</figcaption></figure>
<h3><strong>Como chegar ao diagnóstico do autismo na vida adulta</strong></h3>
<p>Embora o número crescente de adultos sendo diagnosticados com TEA, são poucos os estudos disponíveis sobre a saúde mental deste público. Até mesmo os testes são poucos, portanto o diagnóstico mais preciso requer atendimento psicológico, neurológico e psiquiátrico.</p>
<p>Mesmo com o TEA  cada vez mais em pauta, ainda não existem exames laboratoriais para o diagnóstico. Então, o autismo é definido a partir de critérios clínicos baseados no comportamento do indivíduo. Dessa forma, mesmo na fase adulta, o profissional irá se basear no modo de agir da pessoa. Há fatores que podem servir como indicadores.</p>
<h3><strong>Sinais de autismo</strong></h3>
<p>O diagnóstico é fechado através de um tripé de sinais que inclui, ao mesmo tempo, dificuldades de interação social, problemas de comunicação social e comportamentos repetitivos e restritos.</p>
<p>Assim, o autista tem dificuldade para entender metáforas, ironias e piadas ambíguas ou com uma mensagem subliminar; podem apresentar indiferença e pouca empatia com o outro. Bem como dificuldade em perceber sinais de tristeza, raiva, tédio e até de alegria, a menos que sejam bastante óbvias.</p>
<p>Igualmente, não é fácil demonstrar ou receber afeto, interagir com outras pessoas e manter relacionamentos. Podemos notar, inegavelmente, a presença de gestos repetitivos ou expressões verbais atípicas; apego a rotinas e/ou padrões ritualizados de comportamento.</p>
<h3><strong>Diagnóstico de autismo na rede pública</strong></h3>
<p>São comuns, portanto, os relatos de pacientes mais velhos com dificuldades de acesso aos serviços de diagnóstico e acompanhamento, tanto do âmbito público quanto na rede privada. O SUS, através das Unidades Básicas de Saúde (UBS), podem encaminhar pessoas interessadas no diagnóstico ao atendimento profissional.</p>
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