<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>cratera de meteoro Archives - Nova Imprensa</title>
	<atom:link href="https://novaimprensa.com/tag/cratera-de-meteoro/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://novaimprensa.com/tag/cratera-de-meteoro</link>
	<description>As principais noticias do Litoral Norte de São Paulo &#124; Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Apr 2025 23:14:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2019/02/cropped-Rubrica-Nova-Imprensa-300x300-32x32.png</url>
	<title>cratera de meteoro Archives - Nova Imprensa</title>
	<link>https://novaimprensa.com/tag/cratera-de-meteoro</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Meteorito: Geólogo descobre cratera aberta em Ubatuba</title>
		<link>https://novaimprensa.com/2025/04/meteorito-geologo-descobre-cratera-aberta-em-ubatuba.html</link>
					<comments>https://novaimprensa.com/2025/04/meteorito-geologo-descobre-cratera-aberta-em-ubatuba.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Veiga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 10:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Ubatuba]]></category>
		<category><![CDATA[cratera de meteorito]]></category>
		<category><![CDATA[cratera de meteoro]]></category>
		<category><![CDATA[meteoro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novaimprensa.com/?p=53495</guid>

					<description><![CDATA[<p>O impacto de um meteorito pode ter aberto uma cratera de 1,3 quilômetro de diagonal e 300 metros de profundidade em Ubatumirim, região Norte de&#8230; </p>
<p>The post <a href="https://novaimprensa.com/2025/04/meteorito-geologo-descobre-cratera-aberta-em-ubatuba.html">Meteorito: Geólogo descobre cratera aberta em Ubatuba</a> appeared first on <a href="https://novaimprensa.com">Nova Imprensa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O impacto de um meteorito pode ter aberto uma cratera de 1,3 quilômetro de diagonal e 300 metros de profundidade em Ubatumirim, região Norte de <a href="https://novaimprensa.com/2025/04/mulher-sofre-queda-de-disco-boat-em-ubatuba-e-e-socorrida-pelo-aguia.html">Ubatuba</a>. O local fica perto de um trecho da Rodovia Governador Mário Covas (BR-101) e do rio Puruba.</p>
<p>A descoberta é do geólogo Paulo Roberto Martini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele também é mestre em sensoriamento remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).</p>
<p>Martini lidera um projeto de pesquisa que investiga a cratera. A descoberta, considerada um achado significativo, pode lançar novas luzes sobre eventos de impacto meteorítico mais recentes na Terra.</p>
<p>&#8220;Se estudos mostrarem que esse impacto tenha menos de 30 mil anos, até 30 mil anos ou mais recente, isso significa que esse impacto seria o mais recente do planeta. Não se tem outro evento mapeado dessa dimensão com essa idade&#8221;, explica o geólogo.</p>
<p>Para ele, a descoberta quebra bastante a estatística de impactos de alto potencial destrutivo em tempos recentes, que datam do final de Pleistoceno, aparecendo no início do Holoceno.</p>
<p>O Pleistoceno, também conhecido como Era Glacial, é uma época geológica que ocorreu entre cerca de 2,58 milhões e 11.700 anos atrás. <span data-huuid="10051390761112029214">Este período é marcado por múltiplas glaciações (eras do gelo) que cobriram vastas regiões da Terra. </span>Holoceno é a época geológica atual, que começou há cerca de 11.700 anos e se estende até os dias atuais. <span data-huuid="8889901407064652695">É caracterizado pelo recuo das geleiras após o último período glacial e pelo desenvolvimento da civilização humana.  </span></p>
<h3>Descobrindo a cratera</h3>
<figure id="attachment_53498" aria-describedby="caption-attachment-53498" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-53498" src="https://novaimprensa.com/wp-content/uploads/2025/04/unnamed.webp" alt="cratera" width="680" height="408" /><figcaption id="caption-attachment-53498" class="wp-caption-text">Centro da cratera (Foto: Jéter Ferreira)</figcaption></figure>
<p>A investigação, segundo o geólogo, teve início com um projeto do INPE, que, no final do século XX, mapeou falhas e fraturas geológicas na região sudeste do Brasil. Nos últimos anos, com o uso de imagens de satélite, Martini e sua equipe identificaram uma anomalia geomorfológica notável entre Ubatuba e Santos.</p>
<p>A estrutura revelou padrões diversos dos observados na geologia regional. Isso levantou a hipótese de uma origem não tectônica, possivelmente ligada a um impacto meteórico.</p>
<p>É possível estimar quando aconteceu um impacto baseado na espessura dos sedimentos que se acumulam em um afundamento. Essa espessura pode chegar até 300 metros antes de atingir a rocha original. Em condições normais, a sedimentação pode ser de cerca de um centímetro por ano, o que indicaria que levaria aproximadamente 30 mil anos para preencher essa altura.</p>
<p>Quanto ao tamanho do objeto que causou a cratera, acredita-se que ele foi maior do que os meteoros que causaram explosões menores, como o de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Para uma cratera do tamanho mencionado (1,2 a 1,3 quilômetro), seria necessário um corpo celeste de aproximadamente 400 a 500 metros para gerar estrutura semelhante à cratera do meteoro no Arizona.</p>
<p><img decoding="async" class="alignright" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bf/Barringer_Meteor_Crater%2C_Arizona.jpg/330px-Barringer_Meteor_Crater%2C_Arizona.jpg" alt="Cratera aberta no Arizona (Foto: Wikipédia)" width="330" height="200" /></p>
<p>Martini destacou que a configuração geomórfica da região contrasta com o padrão regional. Neste caso, é essencial a análise de imagens infravermelhas que mostraram a estrutura com contornos quadrangulares, reminiscentes de crateras de impactos, como a do Arizona <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cratera_do_Meteoro">(veja aqui)</a>.</p>
<p>Além disso, a erosão acelerada da zona costeira poderia indicar um processo de sedimentação intenso.</p>
<p>Com insumos coletados, os pesquisadores buscam agora investigar o tipo de rocha que restou do impacto. Os chamados impactitos tem características mineralógicas que podem indicar a natureza do evento que formou a cratera. A expectativa é que essas amostras revelem evidências, como “shatter cones”. Ou então os quartzos, ambos comuns em estruturas formadas por impactos.</p>
<p>Os &#8220;shatter cones&#8221;, também conhecidos como cones de estilhaçamento ou cones de quebra, são estruturas cônicas estriadas que se formam em rochas devido ao impacto de um corpo celeste. <span data-huuid="15120274199893952905">Eles são considerados um indicador confiável de eventos de impacto, pois são formados exclusivamente pela passagem das ondas de choque resultantes do impacto.</span></p>
<h3>Necessidade de financiamento</h3>
<p>Para avançar nas investigações, Martini enfatizou a necessidade de financiamento. Sondagens profundas são caras e, frequentemente, não viáveis. As futuras etapas incluem uma abordagem no rio que corta a região até a cratera, em busca de amostras mais intactas.</p>
<p>&#8220;Agora, é tentar verificar quem banca esse nosso passeio, entre aspas, pelo rio até chegar no interior da cratera. Não sei se é a prefeitura, o CNPq, ou a FAPESP. Em último caso, já pensei em pegar uma lancha de um pescador daqueles e subir o rio até chegar na boca da estrutura&#8221;, detalhou Martini.</p>
<p>&#8220;Eu acho que não adianta chegar por terra. Não vai dar para encontrar nenhuma rocha sã pelos caminhos das trilhas. Fazer uma sondagem para ver o que encontra debaixo de 300 metros de sedimento é caríssimo&#8221;, lamenta o geólogo.</p>
<p>&#8220;Não sei se alguém teria dinheiro para fazer isso. Alguma instituição de pesquisa bancaria uma escavação ali, uma sondagem de 300 metros para, de repente, chegar lá embaixo e não encontrar nada?&#8221;, pontua Martini. &#8220;A gente pode não achar nada também. Mas qual é a outra explicação para isso, se não um impacto? Eu não tenho&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, se a pesquisa confirmar que a cratera em Ubatuba é resultado de um impacto meteórico com menos de 30 mil anos, isso poderá ser um marco na pesquisa sobre impactos recentes.</p>
<p>&#8220;A importância científica é absurda&#8221;, aponta Martini. Segundo Martini, esta descoberta reforçaria a importância do estudo de meteoritos no Brasil e sua relevância científica, além de ajudar a compreender a história dos impactos na Terra.</p>
<p>Também estão no projeto o doutor Álvaro Crosta, o pesquisador mais avançado nesse tipo de estudo e a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e curadora de meteoritos do Museu Nacional, Maria Elizabeth Zucolotto, conhecida como “caçadora de meteoritos&#8221;.</p>
<p>A colaboração com instituições de pesquisa, como a USP e UNICAMP, é esperada para enriquecer as investigações e contribuir para um entendimento mais profundo desse fenômeno natural.</p>
<p>The post <a href="https://novaimprensa.com/2025/04/meteorito-geologo-descobre-cratera-aberta-em-ubatuba.html">Meteorito: Geólogo descobre cratera aberta em Ubatuba</a> appeared first on <a href="https://novaimprensa.com">Nova Imprensa</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://novaimprensa.com/2025/04/meteorito-geologo-descobre-cratera-aberta-em-ubatuba.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
