Trabalhadores do Porto de São Sebastião entram em greve por reajuste salarial

Cerca de 120 funcionários cruzaram os braços em busca de acordo determinado desde 2018 que ainda não foi cumprido

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Trabalhadores seguem com 30% da operação no Porto (Fotos: Proporto/ Divulgação)

Cerca de 120 trabalhadores portuários, empregados da Companhia Docas de São Sebastião, entraram em greve, nesta quinta-feira (27), por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste de salários, determinado por lei desde 2018, mas que ainda não foi repassado.

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Segundo o advogado do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Eraldo Aurélio Rodrigues Franzese, o Tribunal Regional do Trabalho definiu reajuste salarial de 1,69% a partir de maio de 2018 e 4,97% no mesmo período de 2019, porém até o momento, a empresa não atendeu as sentenças.

O sindicato ingressou com ação de cumprimento para exigir o pagamento das diferenças não repassadas nestes dois anos, bem como a atualização de todas as verbas que são calculadas com base nele.

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Negociação com trabalhadores

Outro pedido dos trabalhadores é a renovação do acordo coletivo de trabalho em 2020. Porém, segundo a categoria, a Companhia Docas não quis negociar. O sindicato afirmou que encaminhou um ofício ao presidente da empresa, Paulo Tsutomu Oda, explicando a situação, mas não recebeu retorno. A empresa teria apenas respondido ao documento afirmando que 30% dos trabalhadores devem estar em atividade durante o movimento grevista.

No documento também consta a lista de navios programados e previstos para operação no Porto de São Sebastião. “Se a empresa está tão preocupada com a movimentação das cargas, deveria pagar o que deve aos portuários e abrir a negociação da data base 2020”, afirmou o vice-presidente do Sindaport, João de Andrade Marques.

O sindicalista informou que, durante o movimento grevista, não haverá suspensão da prestação de serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, mantendo os 30% de efetivo determinado.

“Como não houve negociação, nosso único caminho é a paralisação. Informamos a empresa que continuamos receptivos a qualquer proposta do Conselho de Defesa dos Capitais do Estado (Codec) para renovação do acordo coletivo de trabalho, ainda que seja apenas pela manutenção das cláusulas do acordo vigente e garantia da data-base”, finaliza ele.

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