Litoral Norte e Vale contabilizam perda de 18 mil empregos em 2020

Ilhabela se destacou na região com diminuição de 10,8% de empregos e perda diária de R$ 368 mil no comércio

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Pesquisa foi baseada em dados do Caged (Foto: Sincovat/ Divulgação)

Um estudo realizado com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indica que o Litoral Norte e Vale do Paraíba contabilizam a perda de mais de 18 mil empregos formais durante a pandemia do coronavírus (Covid-19) .

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A pesquisa foi realizada pelo departamento econômico do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região (Sincovat) e se refere aos quatro primeiros meses de 2020.

No período, foram registrados 57.288 admissões e 75.338 desligamentos. O varejo do Litoral Norte já demitiu ao menos 1.036 trabalhadores. Outros 1.734 contratos foram suspensos com a MP 936, além de 594 pessoas com redução de jornada e salário.

A cidade de Ilhabela se destacou pela diminuição de 10,8% de empregos, segundo cálculo da perda proporcional de vagas pelo estoque ativo de vínculos. Na cidade, o comércio perde todo dia cerca de R$ 368 mil. Foram 484 desligamentos, 623 suspensões de contrato e 174 reduções de jornada de trabalho e salário.

“Esses números são resultados dos severos impactos da epidemia da Covid-19 e do necessário isolamento social trazido por ela. É uma crise sem precedentes. Um verdadeiro choque de oferta e de demanda que afeta praticamente todos os locais e setores econômicos”, explica Dan Guinsburg, presidente do Sincovat e vice-presidente da Fecomercio SP.

Para Dan, os dados do emprego são a ponta final de um “ciclo autodestrutivo” da corrosão do fluxo econômico. Com a queda brusca do consumo e impossibilidade de funcionamento das empresas há substancial retração das receitas empresariais. Isso leva a um movimento forte de diminuição de custos, sendo o quadro funcional formal um dos fixos.

“E esse ciclo tem continuidade, pois com mais desempregados, há mais retração do consumo das famílias, agravando nos próximos meses ainda mais o cenário. E isso ganha magnitude setorial, dado que o varejo não vendendo, puxa para baixo e atacado e consequentemente a indústria. O que preocupa, além do óbvio cenário é que a crise é mundial e sem horizonte. E é essa imprevisibilidade nos coloca desafios nunca vistos”, comenta o presidente do Sincovat.

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