Ilhabela está em 632ª posição em tratamento de esgoto no Estado

O arquipélago possui apenas 4% do esgoto tratado e configura entre os 13 piores resultados

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Prefeitura e Sabesp prometeram mais de R$ 200 milhões de investimentos para saneamento (Foto: Nova Imprensa)

Um dos principais destinos turísticos de São Paulo, a cidade de Ilhabela foi classificada na 632ª posição no Índice de Coleta e Tratamento de Esgoto Municipal (ICTM) entre 645 municípios do Estado. O arquipélago possui apenas 43% do esgoto coletado, 4% tratado e configura entre os 13 piores resultados estaduais, com uma nota de 1, 17 (de 0 a 10).

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Na última semana, o relatório de avaliação de praias da Cetesb indicou que apenas duas das 19 praias avaliadas estão próprias para banho. Segundo o boletim, apenas as praias Barreiros Sul e Barreiros Norte estão com bandeira verde no arquipélago.

O relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) emitido em maio, indica que o orçamento de 2018 em Ilhabela previa um investimento de R$ 40 milhões para saneamento, porém foram aportados menos de R$ 10 milhões. “Os resultados apresentam um contrassenso, considerando que o ente é o líder absoluto em arrecadação per capta no Estado, com R$ 700 milhões no ano passado”, diz o documento.

O TCE indica ainda problemas, como desacertos nos números de domicílios atendidos pela coleta seletiva, falta de atendimento nas comunidades tradicionais caiçaras (Bonete, Ilha dos Búzios e Praia da Fome), falta de Plano de Gestão de Resíduos da Construção Civil e necessidade de renovação dos serviços de água e esgoto prestados pela Sabesp desde a década de 1970.

Os municípios de Caraguatatuba e Ubatuba possuem 100% do esgoto tratado, enquanto São Sebastião chega a 55%. O estudo é realizado pela Cetesb e os indicadores levam em consideração os dados disponibilizados pelo Ministério das Cidades através do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

100% vermelho

No relatório emitido pelo TCE, existe uma planilha com reportagens veiculadas na imprensa sobre o episódio que deixou 100% das praias impróprias para banho em Ilhabela durante pelo menos 15 dias, no último verão. O órgão destaca a gravidade da situação: “Ponderamos que as características naturais do local são grande fonte de renda para os ali residentes, como colônias de pescadores, pousadas, hotéis e restaurantes. A cidade gira em torno de sua principal vocação que é o turismo e, para isso, as características naturais são o maior dos atrativos”.

Na época, a prefeitura alegou que o problema está na incidência demasiada de chuvas e na falta de investimento ao longo das últimas décadas. “De fato tais problemáticas agravam a situação. Todavia, quanto ao papel da administração municipal frente ao problema, resta comprovado que (…) a municipalidade direcionou, em 2018, quantia três vezes superior para desapropriações e quatro vezes superior para festividades, artistas, tendas, marketing e carnaval, denotando que as prioridades (ao menos orçamentárias) na ação publica não foram pautadas no enfrentamento do saneamento”.

Outro lado

Após a crise sanitária enfrentada no verão, a prefeitura de Ilhabela pressionou a Sabesp para acelerar o programa de universalização dos serviços. O prazo inicial para entrega da obra, que inclui abastecimento de água e serviços de esgoto, era de 30 anos e agora baixou para nove anos. Prefeitura e Sabesp prometeram R$ 201,4 milhões para a empreitada, com expectativa de finalização em 2027.

O projeto prevê sistemas de coleta de esgoto na Praia Grande, Curral, Feiticeira, Portinho, Siriúba e Itaquanduba. Já os novos pontos de abastecimento estão previstos para serem implantados nos bairros da Água Branca e Pombo.

1 COMENTÁRIO

  1. Falta de dinheiro não é pois é uma das cidade mais rica o que falta é competência dos governantes da cidade para deixar a cidade top mais a ganância pessoal fala mais alto

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