Projeto de ampliação do Porto é apresentado a empresários em São Paulo

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Expansão contempla o Terminal Multicargas, uma das
principais unidades de negócios do projeto

Discussão atraiu vários empresários (Foto: Halsey Madeira/PMSS)

O Terminal Multicargas, principal unidade de negócios que
contempla a primeira fase da ampliação do Porto de São Sebastião, foi
apresentado na quarta-feira (9), em reunião na sede da Agência de Transpores do
Estado de São Paulo (Artesp) a cerca de 120 empresários do setor portuário.
Participaram representantes de empresas projetistas, empreiteiras, agentes
portuários, armadores e outros interessados na área portuária. 
A apresentação
foi feita pelo presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), Casemiro
Tércio Carvalho.
 

Destinado à movimentação de veículos, cargas gerais e de
projeto, o terminal será construído em uma área de 250 mil m², que faz parte do
segundo bloco de arrendamentos do Governo Federal. As etapas de implantação do
terminal permitirão que a operação de cargas seja realizada à medida que as
obras de construção avancem. Segundo a Companhia Docas de São Sebastião, ela já
possui toda a documentação pronta para consulta pública e licitação da área,
que será conduzida pela União.

Durante o evento, foram apresentadas também as
características que reforçam os atrativos do Porto de São Sebastião por ser
referência ambiental, estar localizado em uma região que abrange importantes
polos industriais do Sudeste e por ser uma alternativa logística. “Seu
potencial de crescimento está atrelado ainda ao estratégico papel na sua área
de influência, que compreende a região do Vale do Paraíba e o eixo da Rodovia
Dom Pedro até Campinas, à sua localização natural no canal de São Sebastião
(com dois acessos de águas profundas) e à capacidade técnica de operação de
cargas de alto valor agregado”, destacou Carvalho.

Um dos presentes na reunião foi o prefeito de São Sebastião,
Ernane Primazzi. Para ele, a ampliação do Porto sebastianense, somados a
construção do Contorno Sul, em paralelo com a duplicação da Tamoios, são obras
que se completam em um projeto de desenvolvimento. “É hora de darmos às mãos
para tornar a ampliação uma realidade, uma vez que o Porto de São Sebastião
possui condições que estimulam e atraem investimentos”, comenta.

Segundo Ernane, não se pode subestimar, ou mesmo tentar
limitar, o porto sebastianense, que é responsável pela entrada de 50% do
petróleo consumido no país. “O Porto de São Sebastião é importante para o
desenvolvimento do país, uma vez que movimenta e gera recursos”, destaca.

Conforme a Docas, o porto é hoje referência no país em
operação de granéis sólidos, como barrilha e sulfato, e, no âmbito mundial, na
movimentação de veículos.

O Porto de São Sebastião é também o primeiro do Brasil a
possuir um Plano de Área aprovado pelo órgão ambiental, que reúne as
medidas  necessárias  a serem 
tomadas  em  caso 
de  acidentes  com derramamento de óleo na área do porto
organizado. Além disso, o reconhecimento ambiental veio com o primeiro lugar
entre os 30 portos brasileiros no ranking da Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq) e a conquista da certificação internacional ISO 14001, que
comprova a sua qualificação em gestão ambiental. São Sebastião é o primeiro e
único porto organizado que recebeu tal certificação para toda a atividade de
administração, exploração e operação.

Ainda de acordo com a Docas, o Porto de São Sebastião já
expandiu sua área operacional, de 2010 a 2014, passando de 100 mil m² para 300
mil m². Até o fim de 2015, serão 400 mil m² de área totalmente
operacional. 

A ampliação do Porto contempla obras vitais para o
desenvolvimento portuário e para atender a demanda prevista de cargas pelos
próximos anos. Além do Terminal Multicargas, o projeto prevê ainda a expansão
da área de 400 mil m² para 800 mil m² operacionais. A implantação será feita em
etapas, considerando as necessidades portuárias, atratividade de cargas e sua
evolução. As fases 1 e 2 do projeto, que abrangem as obras mais importantes
para o desenvolvimento portuário, contemplam a construção dos berços 2, 3 e 4,
destinados a navios de última geração, e uma base de apoio offshore, que
possibilitará a implantação.

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A Licença Prévia para instalação foi suspensa a pedido dos Ministérios
Públicos Federal e Estadual e a CDSS tenta sua liberação na Justiça. A
Secretaria Estadual de Logística e Transportes, a qual a Companhia Docas está
ligada, informa que não irá se manifestar sobre a questão e aguarda o parecer
do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

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