Reuso de água e energia solar podem virar lei em Ilhabela

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Projetos foram aprovados pelos vereadores e seguem para sanção da prefeitura
Ilhabela tem 85% do território em área de preservação (Foto: Divulgação)


Por Daniela Malara Rossi

Os vereadores de Ilhabela aprovaram, na noite desta terça-feira (4), dois projeto de lei que visam a reutilização da água e o uso de sistemas de energia solar em prédios públicos. As iniciativas foram elogiadas no plenário dado o caráter natural da cidade, que tem 85% do território dentro de um parque de preservação. As propostas foram aprovadas por
unanimidade dos parlamentares presentes e seguem, agora, para sanção da prefeitura, que pode acatar, ou não, as práticas.

 

O
PL de autoria do vereador Thiago Santos (SDD) “dispõe
sobre a instalação de sistemas de energia solar para iluminação
nos prédios públicos” e o projeto proposto pelo
vereador Luiz Paladino de Araújo(PCdoB) “prevê a
obrigatoriedade de incluir nos projetos de novas edificações de
propriedade do município, a instalação de sistemas de captação e
aproveitamento de águas de chuva a serem consumidas nas
edificações”.
“A questão da sustentabilidade deve estar nos fundamentos da administração e não apenas no slogan da cidade. Espero que o tema seja tratado como prioridade pela prefeitura e possa sair do papel, já que vivemos tempos de crise ambiental, vista tanto pela escassez hídrica, quanto pelo aumento no custo da energia elétrica”, analisou o vereador Luizinho.

A vereadora Rita Janete de Oliveira (PTdoB) ressaltou que a iniciativa se tornaria um exemplo aos cidadãos, além de ser economicamente vantajosa. “O projeto deve diminuir os custos da operação dos prédios públicos e disseminar, ainda, uma postura sustentável na sociedade. Se a administração não adotar métodos desta natureza, não poderá cobrar dos munícipes”, disse ela.


Vetos
do prefeito
A
fala dos vereadores se justifica devido a outros vetos da prefeitura.
Na mesma noite, sete propostas foram rejeitadas pelo prefeito Antônio
Colucci (PPS) e encaminhadas para análise das comissões da Câmara,
que ainda podem derrubar os vetos.

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Foram
vetados o projeto que dispunha
sobre instalação de bicicletários em prédios públicos e o
projeto que pretendia fixar quadros informativos com nome, registro
profissional, dias e horários de atendimento dos médicos nos postos
de saúde e no Hospital Mário Covas. Também foi derrubada uma
proposta do próprio Executivo visando alterações na lei de
concessão do Programa Bolsa Atleta, que recebeu emendas por parte do
Legislativo. Além disso quatro projetos que versavam sobre
denominação de via pública também tiveram o veto do prefeito.

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