Empresa japonesa seleciona soldadores navais em São Sebastião

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Pelo menos 10 devem ser levados para Kojima-shi, em Okayama-ken,nesta
primeira fase

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Empresários avaliam alunos durante teste (Fotos: Mara Cirino/NI)


Por Mara Cirino

Mais de 15 alunos do curso de solda naval realizaram na
sexta (24) e no sábado (25) testes para saber se estão aptos a trabalhar no
Japão. O material soldado foi analisado por representantes da empresa Koho Brith
e os selecionados deve partir tão logo tenham o visto aprovado.

Os empresários José Fernando Martins de Lima e Ezio Dela
Montagna se encontraram neste sábado com alguns dos candidatos que fazem o
curso na JC Welding, em São Sebastião, para falar do que os espera no Japão.

Segundo ele, a empreiteira que comandam tem condições de
absorver em torno de 200 vagas, mas neste momento serão abertas em torno de 10.
“Também buscamos mão de obra em outros países, como a Filipinas, e além do bom
profissional, precisamos de pessoas que respeitem as regras, as tradições
japonesas”, adianta Lima.

Grupo ouve explanação de empresários em visita a São Sebastião
O empresário Carlos Alexandre Nicolau está entusiasmado em
conseguir que seus alunos tenham a oportunidade de ir para o Japão, onde o
mercado naval é um dos maiores do mundo. “Temos os melhores materiais para o
curso e essa parceria com o Japão mostra que estamos no caminho certo”.



Essa é a mesma postura do sócio da empresa, em São Sebastião, José Luiz Olegário Junior, que deu o start das negociações com a empreiteira japonesa e corre atrás da parte burocrática para os selecionados. “Corremos atrás dos vistos que pode ser o principal entrave. Com ele em mãos, o caminho é certo para os escolhidos”.

Quem espera estar com as malas prontas é o soldador Jonas
Jonnes, 41 anos, que foi fazer o teste visando o embarque. “O mercado
brasileiro está muito ruim, os estaleiros estão fechando e espero ser esta uma
oportunidade para conseguir um emprego”, disse ele que foi dispensado em abril
deste ano junto com mais de 160 trabalhadores de um estaleiro no Rio de
Janeiro.

O português Daniel Filipe Queirós da Silva, 30 anos,
trabalha em São Sebastião como recepcionista e está fazendo o curso de solda
naval. Ele também disse estar preparado para viajar caso consiga passar no
teste. “Não tenho nada a perder aqui, por isso vou para o Japão se for
selecionado”.

Segundo os empresários, todos os custos dos trabalhadores
contratados serão cobertos pela empresa. “Eles sairão daqui com contrato com direito
a passagem de avião, hospedagem e alimentação”, antecipa Lima.

O salário depende da produção de cada um ou grupo e pode
chegar a cerca de R$ 12 mil partindo do princípio que lá se paga entre US$ 14 e
US$ 20 dólares, com 10 horas diárias de trabalho, 26 dias por mês.  

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